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setembro 23, 2005

Fim de Semana na Praia

Tô sem regar minhas plantinhas há mais de uma semana, tô com saudades dos amigos mas, o sumiço foi por uma razão justa.
Fui descansar e acho que vocês vão entender, né ?

A comemoração da Independência do México muitas vezes dá um feriadão pois na noite do dia 15 de setembro, eles comemoram o "Grito" e no dia seguinte é feriado. Muitas empresas, compensam o dia 15, para que não se trabalhe e se possa preparar a festa, e assim, se os dois dias de folga estiverem colados no fim de semana, como esse ano, dá quase pra chamar de férias. E eu aproveitei indo lá pro lado do Pacífico.

No próximo post, vou contar ! Fiquei extasiada e já nem sei se foi pela beleza dos lugares ou, se por que tinha muito tempo que não via o mar. Só sei que fiquei igual ao mineirinho da piada, de boca aberta !

Bem, ainda estou tentando colocar a vida em dia por isso, vou deixar só umas pequenas fotos e depois, conto mais. Deleitem seus olhinhos !!!

Fim-de-Semana-na-praia.jpg

No player, música nova. Paralamas e Marisa Monte em O amor não sabe esperar. Uma delícia de música, como foram meus dias de praia.

setembro 11, 2005

Aniversário de Criança

Ontem fui a um aniversário de 4 anos e foi bem divertido, creiam !

O espaço chamado Libeluland, é todo decorado à moda infantil de verdade, cheio de desenhos e com brinquedos convencionais, sem nenhuma intervenção eletrônica: escorregadores, casinhas, carrosel, laguinho com elefante e jacaré, etc....

Libeluland

Esse é um ponto bem interessante que observo por aqui. Tendo tudo o que há de mais moderno, as tradições são muito bem preservadas e disfrutadas. As festividades, sejam aniversários, festas nacionais, Natal, todas acontecem de acordo com os costumes de anos e anos.
E assim foi a de ontem. Sem monitores, palhaços ou mágicos, apenas com brinquedos que agradam a todas as crianças, dos 2 aos 12 anos, e estimulam a criatividade. Assim ficam livres para gastar sua energia, enquanto os pais se divertem papeando e comendo. Não é ótimo ?

E legal também é que a festa começou às 12 h, com tempo suficiente para que os pequenos e os grandes se esbaldassem.

Logo que começaram a chegar as pessoas, serviram entradinhas ao gosto infantil e adulto – Chee-tos, Doritos e amendoim japonês – e paletas – picolés cheios de pedaços de fruta e nos sabores preferidos aqui - de coco, goiaba, tamarindo, limão e melancia. Não só as crianças como também os adultos se fartaram. Eita, paletinhas boas !

Enquanto as crianças brincavam e os adultos conversavam, uma equipe contratada preparava a comida. Tudo pronto, todo mundo pra fila.
Rayas com creme - tiras de pimentão, cozidas com milho em um delicioso molho de creme de leite, carne ensopada com legumes, arroz, frango guisado, frijoles (como nosso tutu de feijão) e o mole (uma preparação típica mexicana que dizem ser o prato com maior número de ingredientes que se conhece – os mais simples contém uns 40 e tantos), tudo para rechear as tortillas que se encontravam quentinhas nos tortilleros nas mesas, e ainda, o pastelzinho aí, que se chama quesadilla – são tortillas fritas recheadas com champignon, frango ou batata ou, ou, ou... e recobertas de creme e queijo. Tudo light, light !

Almoço do Aniversário

Como convém a uma festa infantil, batatas fritas não faltaram – as batatas são cortadas em espirais, colocadas em palitos e fritas. Já devo ter comentado antes que há mexicanos que põe limão em tudo que comem (além do chili, claro!), então, muita gente antes de polvilhar o sal na batata, salpica limão também... arrrreeeeee! Mas, eles adoram...

Batata Frita no Palito

E milho cozido. A espiga inteira é espetada num palito, pincelada com maionese e polvilhada com queijo e também chili, se o freguês assim o quiser – o milho aqui é branquinho, bem molinho e com um sabor um pouco adocicado. Parece estranho, mas é muito gostoso. Sem chili !!!

Milho com Queijo e Chili

Depois da comida, é a hora de ganhar os doces. Reúnem-se todos em volta de um boneco de papier-machê e, começando pelo aniversariante e depois por idade e/ou tamanho, todas as crianças "malham" o boneco até que se rompa e espalhe doces pra todo lado.

Boneco de Doces

E para encerrar, chega a hora do bolo e de cantar Las Mañanitas.
Esta música é encontrada em muitas versões, dependendo do estado ou cidade, e é uma homenagem ao festejado, não importando o tipo de celebração. Nos aniversários, a versão própria é cantada antes de partir o bolo, no lugar do nosso Parabéns pra Você.

O Bolo e a Gelatina

Tudo foi muito agradável e gostei bastante desse jeito de festejar !

setembro 03, 2005

Constatação

Sei eu, sabemos todos nós, que as pessoas vêm, habitam nosso espaço e vão. Algumas vão por pouco e voltam. Outras se vão para sempre.

Ahh.. Coração Aberto... A equação é complexa. Cada duas pessoas têm seu quociente de afinidade, cada uma tem seu ritmo de vida, seus objetivos, seus sonhos, seus afetos e somando as influências externas, tudo isso resulta em relações mais próximas ou distantes, profundas ou superficiais, apaixonadas ou simplesmente cordiais.
E de acordo com a intensidade, se sente mais ou menos, quando o outro se vai.

Seja qual for o tipo de relacionamento, necessita cuidar como se fosse um jardim. Sol, água, sombra, uns nutrientes de vez em quando. Alguns mais, outros com menos frequência, mas todos precisam de cuidados.

Só falando das que sabemos importantes, por que será que não conseguimos manter relações que são quase que essenciais para nós ? Por que será que não podemos reter os afetos que criamos ? Certamente a resposta está no caminho que tomamos, ao mudar todos os dias o nosso destino. Assim é. Assim somos. A cada dia, damos um ou vários passos que nos levam à outras direções. Por que é tão difícil harmonizar a nossa caminhada com a de quem queremos tanto ?

E quando não é a nossa e sim a mudança do outro, que está nos afastando, por que é tão difícil perceber ? Resposta rápida seria que percebemos sim, mas, como não queremos nós, mudar o nosso plano, vamos esperando que o outro retorne até que, um dia, vemos que já se foi. Ou pior, por medo de que seja tarde pra qualquer reação, não perguntamos pra não receber a resposta que não queremos e assim também um dia, finalmente enxergamos que o outro já está longe.

É tudo que não queremos, é tudo que dói e leva tempo pra curar.

Ahhh, se eu tivesse todo o tempo do mundo, viveria para cultivar pessoas, usaria meus dias para falar mais com quem estivesse ao lado, telefonar mais pros que estão um pouco mais pra lá e escrever mais para os que estão ainda mais acolá. Muitos ainda continuariam partindo para sempre – sim, por que assim é - mas, eu não perderia nem uma pessoinha a mais pela simples falta de convivência, pela simples falta de regar a plantinha. Certamente, eu não perderia VOCÊ !