Simples
Continuando a idéia do post anterior, edito e re-publico um post de janeiro de 2003. Não se deixa de querer, de sonhar as coisas boas.
O Reino das Coisas Simples
Manuel Bandeira
Belo Belo
Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero
Tenho o fogo das constelações extintas há milênios.
E o risco brevíssimo - que foi? passou! - de tantas estrelas
cadentes.
A aurora apaga-se,
E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.
O dia vem, e dia a dentro
Continuo a possuir o segredo grande da noite.
Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.
Não quero o êxtase nem os tormentos.
Não quero o que a terra só dá com trabalho.
As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:
Os anjos não compreendem os homens.
Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.
- Quero a delícia de poder sentir as coisas simples.
PS: Se Bandeira não queria ser amado, problema dele.
Eu quero !!! Simples... assim !

Elis ainda no player, cantando Casa no Campo, de Zé Rodrix e Tavito.
Comentários
Ah, eu também quero... mas que coisa mais esquisita de não se querer, né?
Cacau em setembro 12, 2004 01:59 PM